Renato Gaúcho foi o entrevistado da noite dessa segunda-feira (10/5) no programa Bem, Amigos, no SporTV. Quase um mês após a saída do Grêmio, o treinador revelou como tomou a decisão de deixar o clube e o que o fez ir embora.

“Muitas coisas foram faladas depois que o Grêmio foi eliminado do jogo da pré-Libertadores. Eu estava ainda me recuperando da Covid-19 e ouvi certas coisas de uma pessoa. Não vale a pena comentar, mas eu não gostei. Aí eu fui dormir. No dia seguinte, tocou o telefone”, contou.

“Era a minha esposa. E ela falou assim: arruma as malas e vem embora. Todo ciclo tem um início, meio e fim”, lembrou Renato.

“E aí me deu um estalo. Realmente, quatro anos e sete meses e eu não vou ficar aqui escutando umas coisas de uma pessoa que não faz nada pelo clube, não entende nada e fala um monte de besteira. Aí minha ficha caiu. E mais ou menos pela 1h (da tarde) o presidente me ligou. Eu falei: presidente, eu sei que vocês estavam em uma reunião, mas, independente da reunião, deixa eu falar uma coisa: eu já arrumei a minha mala.”

Na conversa com Romildo Bolzan, Renato falou sobre a tal pessoa que “não faz nada” no Grêmio e “atrapalha”. “Eu não vou ficar batendo boca com ninguém. Estou de malas prontas. Ninguém vai mudar minha opinião, independente da de vocês. Já marquei minha passagem e estou indo embora”, relatou o técnico.

Portaluppi ainda deu detalhes sobre a despedida: “O presidente Romildo foi me visitar no hotel e chorou bastante, eu assinei algumas camisas para ele. Eu chorei também. Até porque não jogamos fora quatro anos e sete meses assim. Foi um grande trabalho, de muitas conquistas e eu fiquei muito feliz com a despedida da torcida.”

Pelo Grêmio, Renato conquistou três Campeonato Gaúchos, uma Copa do Brasil, uma Libertadores e uma Recopa Sul-Americana.

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