os efeitos da Covid-19 nos atletas

Os cuidados com o corpo são fundamentais para a melhor forma de um atleta de alto rendimento. Com a chegada da Covid-19 no ano passado, o medo da maneira com que os sintomas poderiam afetar os atletas despertou atenção de equipes e comissões técnicas Além disso, os rumores de quais sequelas a doença poderia deixar ligou o sinal de alerta para todos.

Apesar dos cuidados diários, as infecções acabam ocorrendo nos mais diferentes níveis de competição. Toni Kroos, por exemplo, é meia do Real Madrid, um dos clubes mais ricos do mundo. Mesmo com todos os cuidados oferecidos pelo gigante espanhol, o atleta de 31 anos testou positivo para o coronavírus nessa segunda-feira (17/5).

Em entrevista ao “Einfach mal Luppen”, podcast que faz em parceria com o irmão, Kroos deu detalhes do que estava sentindo naquele momento.

“Em geral, me sinto fraco. É algo que não recomendo a ninguém. A verdade é que não é algo agradável. (..) Me sinto melhor, a febre diminuiu um pouco. Quero despreocupar a todos: chegarei (para a Eurocopa) e estarei pronto”, afirmou o meia.

A fala mostra que mesmo um atleta que conta com uma das maiores estruturas do futebol, sofre com os sintomas que a doença causa nas pessoas. Aqui no Brasil tivemos relatos de jogadores que apresentaram dificuldades mesmo após a recuperação.

O meia Thiago Neves, do Sport, testou positivo para a doença no início de março e ficou afastado por cerca de dez dias. No fim do mesmo mês, em entrevista ao programa “Bem, Amigos”, da Sportv, o meia destacou que ainda sentia dores pelo corpo mesmo após a recuperação.

O jogador ainda revelou durante a entrevista, que estava ficando mais cansado que o habitual após os treinos. Em determinado momento, Thiago Neves afirmou que sentia seus batimentos cardíacos acelerarem mais rápido do que estava acostumado até então.

Quem também comentou sobre os efeitos coronavírus durante e após a infecção foi Raphael Veiga, meia do Palmeiras. Em janeiro deste ano, durante entrevista ao programa “Seleção Sportv”, da Sportv, Veiga lembrou que ficou dez dias isolado em casa. Neste período ele acabou perdendo peso, por não se alimentar da mesma forma por conta da perda do olfato. Essas mudanças acabaram afetando o desempenho em seu retorno.

“Eu me senti mais fraco. Jogando, via que meu corpo não estava respondendo como eu queria (…) No jogo contra o Internacional, fui substituído no intervalo porque passei mal e vomitei” revelou Veiga

E as dificuldades não param aí nem se limitam ao futebol. No fim do ano passado, o piloto de Fórmula 1 Lewis Hamilton afirmou em entrevista coletiva, após a definição de largada para o GP de Abu Dhabi que ainda se sentia cansado.

O britânico heptacampeão havia acabado de retornar às atividades, após o período de isolamento determinado pelas autoridades de saúde. Hamilton comentou que sentia ainda os efeitos colaterais do vírus. “Não estou 100%, ainda tenho alguma sensação nos pulmões. Normalmente, eu dirigia mesmo se um dos meus braços estivesse pendurado. Isso é o que fazemos como pilotos de corrida e felizmente não é o caso”, afirmou à época.

As recomendações para evitar a infecção por Covid-19 são as mesmas para atletas profissionais, amadores e não praticantes. Evite aglomerações, lave bem as mãos com frequência, utilize máscara sempre que precisar sair de casa e tente manter uma distância segura dos demais.

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