Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

Vice-presidente durante a gestão Marcelo Sant’Ana, entre 2015 a 2017, Pedro Henriques também atuou como diretor-executivo nos primeiros anos da gestão Bellintani. Atualmente fora do clube e também sem ligação com grupos políticos, ele fez novas críticas ao trabalho feito pela atual Diretoria Executiva que está à frente do Esquadrão.

Na opinião do ex-dirigente do Esquadrão, há um “acúmulo de equívocos” que levaram o Bahia para a segunda divisão e, consequentemente, têm gerado dificuldades para o clube neste começo de 2022.

Em entrevista ao programa BN na Bola, da rádio Salvador FM 92,3, Pedro Henriques fez críticas ao estilo de trabalho proposto pelo presidente Guilherme Bellintani e pelo vice-presidente Vitor dentro do clube.

Em sua opinião, o estilo centralizador da DE tira autonomia de outros profissionais em cargos de liderança.

“O modelo que foi explicado, de horizontalização, na verdade gerou uma centralização e um engessamento do clube. O Bahia precisa ter diretores, e precisam receber respaldo e confiança para executar seus trabalhos. Por exemplo, eu acho que o Bahia deveria ter um diretor de futebol. Agora, não adianta trazer e ele não ter a liberdade de tocar o departamento. Eu não sei como está funcionando o dia a dia. Esse processo de horizontalização falha em dar autonomia de verdade para pessoas que estão em cargos de liderança. Se você sempre precisa da chancela para fazer a coisa andar, o processo fica travado e as coisas não evoluem. Se eu pudesse dar um conselho, é rever a forma que o clube vem sendo gerido. O Bahia precisa de alguém de alto escalão para tocar as categorias de base do clube”.

Ele cita ainda que esse modelo é diferente do que seria uma possível gestão com sua liderança ou como foi com Marcelo Sant’Ana.

“Eu entendo que a atual diretoria é muito diferente da que seria a minha se eu estivesse à frente do clube. Muito diferente da de Marcelo”.

Pensa em se candidatar em 2023?

Questionado pela equipe de apresentadores do programa, Henriques afirmou não ter como pretensão a concorrência pela presidência do Bahia em 2023, mas que está à disposição caso seu nome seja colocado em pauta.

“Ano que vem está muito longe, acho precipitado falar. Hoje eu não faço parte de nenhum grupo político, para concorrer precisa do apoio de 100 candidatos ao conselho. Se por acaso as pessoas entenderem que eu posso contribuir, vou estar à disposição. Mas eu não trabalho para isso, não faço conchavos políticos para isso. Mas é aquela coisa, somos apaixonados. Eu dediquei cinco anos de minha vida naquele clube, tive de fazer sacrifícios, e ver aquilo ser desconstruído aos poucos é doloroso. Se no futuro fizer sentido, nunca vou dizer não, mas não é um projeto político”.

Após atuar como vice-presidente, Pedro Henriques assumiu o cargo de diretor-executivo sob convite de Guilherme Bellintani no início de 2018.

Ele teve sua saída confirmada em comum acordo com a Diretoria do Bahia em março de 2020, pouco tempo após a transição do clube para a Cidade Tricolor.

Na ocasião, ele afirmou que se tratava de um fim de ciclo por ter conseguido ajudar a cumprir as missões que lhe foram propostas, como o CT Evaristo de Macedo e a marca Esquadrão.

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