Mais denúncias de assédio sexual e moral foram feitas contra Errisson Rosendo de Melo, atual superintendente financeiro do Náutico e atual irmão do presidente executivo, Edno Melo. As informações são do GE.

Após Tatiana Roma, ex-diretora da mulher e de operações do clube ter detalhado episódios que sofreu em contato com Errisson, outras duas ex-funcionárias do Náutico também afirmam ter sido vítimas dele.

Em um dos casos, que teriam ocorrido há três anos, Errisson teria atrelado o pagamento das multas rescisórias e o depósito do FGTS da funcionária sob a condições que sua filha lhe fosse apresentada.

“Ele dava beijo de cumprimento no rosto da minha filha quase chegando no canto da boca. Minha filha ficava horrorizada. Sou torcedora do Náutico e minhas filhas sempre frequentaram o clube”, disse a ex-funcionária, sob a condição de anonimato.

Segundo a ex-funcionária, a situação ficou ainda pior depois que ela saiu do clube. “Ele me ligou dizendo para ir no clube receber minha rescisão. Chegando lá, ele ficou em uma sala conversando com mais dois homens. Quando perguntei quando receberia minha rescisão ele disse: ‘Depende. Cadê sua filha? Quando você vai me apresentar a sua filha?’ Disse para ele ter vergonha porque ele era um homem casado. Os dois homens ficaram rindo e eu saí da sala”, conta.

Ela também revela que era vítima de constantes constrangimentos morais proferidos por Errisson. “Era taxada de burra, de incompetente. E quando tinha visitantes no clube ele ficava me oferecendo para eles. Falava: ‘Ela tá só, o que tu acha?’ Como se eu estivesse em exposição em uma vitrine”.

Terceira denúncia

Janire Mello afirma que sofreu assédio moral de Errisson Melo, não sexual. Segundo ela, o problema começou quando um sócio se desentendeu com ela na secretaria do clube.

“Fui socorrer uma funcionária porque esse sócio estava a destratando. Tentei ajudar e ele também me destratou. Nisso veio Edno (Melo, presidente), conversou com o sócio e disse que eu estava errada. E depois veio outra funcionária e disse para eu subir porque Errisson queria conversar comigo. Disse que não iria subir porque não tinha nada que falar com ele. E aí começou a pressão dizendo que ele era irmão do ‘dono’”, afirmou Janire.

“Ele desceu, foi na secretaria e mandou me chamar. Quando cheguei lá, ele já foi gritando comigo, me destratando. Eu disse que se ele tivesse alguma queixa que fizesse a quem tinha me contratado. Aí ele começou a me humilhar, colocando o dedo no meu rosto. Cheguei a pensar que ele iria me bater. Depois disso, fiquei nervosa e chorando muito”, afirmou.

A ex-funcionária revela também que, após passar alguns dias em casa, ela teria sido impedida de trabalhar dentro da secretaria do clube. “Era muito constrangedor porque eu não podia entrar, não podia beber água, nem com as demais meninas eu podia conversar. Passava a maior parte do tempo em pé. E ele, junto com outros funcionários, passava, olhava para mim e ficava rindo. Até que saí porque a situação ficou insuportável”.

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