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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia fechou sua participação na Sul-americana 2021 em terceiro lugar no grupo B, após perder por 4 a 2 para o Montevideo City Torque, em Pituaçu.

Após a derrota, o técnico Dado Cavalcanti avaliou o resultado sofrido dentro de casa e falou sobre a atuação de seus jogadores.

Na opinião do treinador, a derrota por si só não irá impactar em nada para o início do Brasileirão, por ter se tratado de um jogo ‘atípico’.

“Pelas circunstâncias do jogo, não vai impactar em nada. O jogo foi muito atípico, a nossa equipe sai derrotada, eliminada, mas sai de cabeça erguida. Não só pela competição que fizemos, mas pela forma briosa que encaramos o jogo. Tivemos quase 80% do tempo total do jogo com um jogador a menos. Teve um momento em que ficamos com dois a menos. Nesse mesmo momento, nossa equipe foi muito aguerrida, não se conteve em apenas se defender. No 2 a 2, tivemos chances de virar o placar. O jogo foi extremamente atípico”.

Dado falou por diversas vezes em valorizar o empenho da equipe em campo, além de afirmar que a atuação deixará o time mais confiante para iniciar a Série A.

“E a condição que nos levou a este jogo nos favorece para que a gente chegue no sábado confiantes. Sabemos que é uma competição diferente, mas o impacto de uma derrota pura e simples não vai existir por conta do jogo que fizemos hoje”.

“Fizemos 1 a 0 e tomamos 1 a 1 de uma equipe que é extremamente organizada. Já havia creditado ao City Torque que era a equipe mais forte coletivamente do grupo, mais até do que o Independiente. O tipo de jogo que eles propõem traz dificuldades aos adversários. Tomamos um gol por descuido defensivo, mas estávamos bem na partida, o jogo estava igual até a primeira expulsão. Depois veio a segunda expulsão. Isso tudo influi diretamente no roteiro do jogo. Não houve impacto e influência alguma pela condição anímica dos jogadores. Pelo contrário, como visto na resposta que demos em campo”.

Dado Cavalcanti também opinou que a arbitragem teve influência direta no andamento do jogo, ao afirmar ter a convicção de que o jogo seria diferente em igualdade numérica em campo.

“Para o resultado, é indiscutível pelas expulsões que aconteceram. Não concordo com o primeiro cartão tomado pelo Matheus Bahia. Foi uma falta normal. O Bahia tomou um cartão que, ao meu modo de ver, não merecia. A expulsão de Conti tem idem. Em vários outros momentos, em outras jogadas, que fizeram com que nossa equipe perdesse um pouco da paciência, mas nós conseguimos lutar, ter um posicionamento que nos deixasse dentro da partida. Mesmo perdendo o jogo por 2 a 1, conseguimos o empate com um a menos e por muito pouco não conseguimos virar a partida com dois a menos. Isso precisa ser levado em consideração. A igualdade traria um jogo diferente. Não sei se a gente venceria o jogo. Não quero creditar a derrota apenas isso, mas a convicção é de que o jogo seria outro. As alterações não aconteceriam como aconteceram, precisei repor dois jogadores que foram expulsos. Isso impacta demais no andamento do jogo e fatalmente no resultado final”.

O Bahia volta a campo às 20h de sábado (29), contra o Santos, em casa, pela abertura da Série A.



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