Dado explica mudança no time e comenta dificuldades na partida

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Fonte: Reprodução / Conmebol

Em um jogo duro na Bolívia, o Bahia conquistou três pontos fundamentais na luta pela classificação ao mata-mata da Sul-americana. Após o triunfo por 1 a 0 sobre o Guabirá, marcado por dificuldades ao longo dos 90 minutos, o técnico Dado Cavalcanti avaliou o resultado e atuação tricolor como dentro do esperado.

Em entrevista coletiva após o jogo, o treinador foi questionado sobre o que lhe motivou a alterar a escalação e até a forma de jogar do Bahia, optando por Óscar Ruiz na vaga de Thaciano.

Segundo o técnico, a tentativa foi de aumentar o poder de fogo do Bahia contra uma defesa que geraria dificuldades ao Tricolor.

“A formação inicial foi proposta com uma alteração: a saída do Thaciano, um meia de origem, e o posicionamento do Óscar Ruiz como atacante. Prevíamos um sistema defensivo mais forte do adversário, a nossa construção não precisava de um jogador a mais, já que Patrick e Daniel poderiam e deram conta. Por isso, tomei a iniciativa de colocar mais um homem à frente, que foi o Óscar. Iniciamos o jogo com praticamente três atacantes, três meias, com apenas um volante. Perdemos um pouco de competitividade, mas ganhamos em profundidade. Na minha visão, tivemos ataques à última linha com Óscar Ruiz e Rossi. Criamos vantagem com essa ocasião, criamos chances de gol desde o primeiro jogo, mas houve um momento no segundo tempo que era necessário mudar o desenho. Optei pela volta do Thaciano, mudando um pouquinho a caracterização da equipe”.

Na coletiva, o ecbahia.com perguntou ao técnico se o desempenho da equipe, considerado como baixo do esperado por muitos torcedores, foi motivado pela mudança na escalação ou por desgaste físico.

Para Dado, as principais dificuldades foram geradas pelo adversário como mandante por ser um jogo sul-americano que geralmente é marcado por ser duro.

“Muitas variáveis estão expostas e explícitas em um jogo como hoje. Fomos campeões no sábado, foram dois dias de comemorações e apenas um dia praticamente de treino. A gente sabe que a mudança de chave é muito difícil. Por curiosidade, chegou ao meu conhecimento de que o Bahia nunca ganhou o primeiro jogo pós-título da Copa do Nordeste. E hoje nós fizemos. Enfrentamos um adversário difícil, um campo muito duro, a bola ficava muito viva. Essas são as variáveis do jogo. Talvez existia uma expectativa por parte da mídia e da torcida que, por nós vencermos o primeiro jogo por 5 a 0, enfrentaríamos facilidade aqui. Eu já sabia que não por muitos motivos. Foi um jogo jogado, lutado, como deve ser um jogo sul-americano, um jogo de dificuldades. O Independiente aqui sofreu muito. Quem assistiu, viu a força do Guabirá em casa. E eles também farão essa força contra o Torque. Foi natural, o jogo foi confrontado, de dificuldades. Não vejo nada de anormal no que aconteceu hoje”.

Por fim, o treinador tricolor celebrou o triunfo e a liderança do grupo B.

“Sem dúvidas, o resultado conta muito nesse momento. A principal dificuldade é o nosso adversário jogando em casa. O Guabirá tem uma força maior aqui em Montero. Saio daqui feliz, com a cabeça tranquila de termos jogado o jogo como era pra termos jogado. Fizemos o placar, conquistamos o triunfo e hoje temos a liderança. Vamos atrás dessa classificação”.

O Bahia tem oito pontos em quatro rodadas disputadas na Sul-americana – dois triunfos e dois empates. Na terça (18), o desafio será na Argentina, contra o Independiente.



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