• Altamirando Carneiro – São Paulo/SP
Ao trazer a paz, Jesus convidou o homem ao exercício da fraternidade. Porém, o Ameis uns aos Outros, proposto por ele, nunca foi tão desrespeitado.
Há momentos em que tudo parece resvalar para o caos. Não há um só dia em que atos de extrema violência não aconteçam em alguma parte do mundo. Até mesmo em nome de Deus se cometem crimes.
A Organização das Nações Unidas – ONU, que sempre tem feito esforços pela paz no mundo, lembra constantemente que a paz entre os homens e nações é uma necessidade para a preservação de sua própria espécie.
A paz é um ideal alcançável. Depende somente de nós a implantação de uma nova consciência estruturada nos ensinos do Evangelho para chegarmos ao estágio humano que Herculano Pires denomina de Civilização do Espírito.
Felizes os que atingem o estágio onde o amor norteia todas as ações. São chegados os tempos em que se cumprirão todas profecias referentes à transformação da Humanidade. Como disse o Espírito de Verdade (O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec: Os Trabalhadores da Última Hora), felizes os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse, e movidos apenas pela caridade.
Mas (continua a mensagem) infelizes os que, por suas dissenções, houverem retardado a hora da colheita, porque a tempestade chegará e eles serão levados no turbilhão. E Deus já marcou pelo seu dedo os que só têm a aparência do devotamento, para que não usurpem o salário dos servidores corajosos.
Os que lutaram pela paz – Foram muitos os que lutaram pela paz. E, curiosamente, morreram em consequência da disseminação de suas ideias. Mas deixaram, nos seus exemplos, a esperança de um mundo melhor. Lembramo-nos de Mohandas Karamchand Gandhi, ou Mahatma (a Grande Alma) Gandhi, apóstolo nacional e religioso da Índia, nascido em Porbandar, em 1869, e desencarnado (assassinado) em Nova Delhi, em 1948.
A Grande Enciclopédia Delta Larousse, de 1972, diz que “sua doutrina, fundada sobre o valor espiritual do trabalho doméstico e sobre a não violência, deriva do jainismo, religião a que pertencia e que pôs em prática com perfeita grandeza de alma. Prisioneiro, jejuava até o extremo limite de suas forças. Seu caráter e o exemplo de sua vida deixaram rastro indelével”.
John Fitzgerald Kennedy foi outro exemplo. Natural de Brookline, perto de Boston, Massachusetts – 1917, desencarnou (assassinado) em Dallas, em 1963. Lutou por várias causas humanitárias. Assinou acordo com a ex-URSS, que pôs fim a uma parte das experiências nucleares (Tratado de Moscou, 1963); defrontou-se com o recrudescimento dos conflitos raciais e preconizou uma política de integração dos negros.
Martin Luther King, pastor protestante norte-americano, também pregou a paz e morreu em consequência disto. Nasceu em Atlanta, em 1929 e desencarnou (assassinado) em Memphis, Tenessee, em 1968. Filho de um pastor batista negro, desde criança conheceu os problemas da segregação racial no seu Estado (Geórgia).
Diz a Grande Enciclopédia Delta Larousse – 1972: “Como pastor da igreja batista de Montgomery, tornou-se (1955) o líder local dos negros envolvidos em conflitos raciais e, em seguida, líder nacional. Fundou e presidiu a Southern Christian Leadership Conference (Conferência da Liderança Cristã do Sul). Seu movimento defendia a luta através da não violência e recebeu grande influência de Mahatma Gandhi.
Em 1964, recebeu o Prêmio Nobel da Paz. Foi detido muitas vezes por intensa atividade em todos os movimentos relacionados com a luta contra a segregação. Após dois atentados sem maiores consequências, foi assassinado às vésperas de uma nova marcha em favor da integração social. Publicou vários livros, entre os quais Strenght of Love (O Poder do Amor) – 1963 e Can’t Wait (Não Podemos Esperar) – 1964.
John Lennon, que também lutou pela paz aqui na Terra e morreu pelas suas ideias, pode ser citado como um dos exemplos entre tantos Espíritos que continuam na Espiritualidade o seu trabalho em prol de uma Humanidade mais fraterna. O ex-Beatle desencarnou (assassinado) em 8 de dezembro de 1980. Três dias depois, Jason Lee, médium clarividente norte-americano, foi procurado por Julian Lennon, filho do primeiro casamento de Lennon. Juntos, eles trabalharam na divulgação das músicas do ex-Beatle, ditadas a Lee.
Segundo Jason Lee, Lennon (Espírito) revelou que morreu sentindo uma tristeza muito grande. Pretendia visitar o filho, quando Mark Chapman o matou. Ouviu uma voz: “Sr. Lennon?” Mal havia se virado, quando a primeira bala explodiu-lhe no peito. Depois a segunda e a terceira. As luzes ao redor ficaram-lhe mais brilhantes. Sua mente gritou: “Yoko! Eles têm que salvar Yoko!”
Lennon foi dominado por uma dor incrível no peito, por ondas de intenso calor e náuseas. O Espírito flutuava perto do teto e viu o corpo cair numa poça de sangue. Viajou por um túnel de luz, tendo sido recebido por sua mãe, Júlia. Segundo o médium, ele repetiu várias vezes que havia perdoado o assassino.
Presenciou a visão de duas Entidades, que lhe diziam: “Muitos aspectos da natureza humana permanecem desconhecidos e inexplorados. Logo o seu povo perceberá a natureza infinita do seu próprio ser e participará da maravilhosa transformação que agora envolve o Planeta, inspirando-o a amar a Terra”.
Segundo o médium, Lennon disse que os eventos que iriam transformar a Humanidade ainda não estavam definidos. Como a sua música Imagine, ele procurava não ver países, mas um mundo único, sem guerras nem ódios.

 

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