O Manchester City se sagrou campeão da Premier League 2020/21 nesta terça-feira (11/5) sem precisar entrar em campo após o Manchester United perder para o Leicester, em casa, por 2 x 1. A três rodadas do fim, os Red Devils não conseguirão mais superar os 10 pontos de vantagem estabelecidos pelos Citizens.

Apesar da vantagem para o 2º colocado e da conquista com rodadas de antecedência, o terceiro título inglês conquistado por Guardiola esteve longe de parecer inevitável, principalmente no primeiro terço da Premier League, quando o Manchester City não estava nem entre os 10 primeiros colocados do campeonato e começou-se a especular se a jornada do técnico espanhol no Etihad Stadium estava próxima do fim.

Conhecido e consagrado por um estilo que envolve marcação alta, sob pressão, posse de bola e troca de passes (o infame “tiki taka”), Guardiola, então, teve que procurar fundo em sua caixa de truques e aperfeiçoar uma faceta que vinha demonstrando desde seus tempos de Bayern: a da versatilidade.

Em janeiro, sem poder contar com Agüero e Gabriel Jesus, Guardiola escalou Kevin De Bruyne como falso 9 e passou a jogar com uma defesa mais tradicional. O resultado: três gols em 16 minutos e 27 vitórias em 28 jogos, com direito a mais um título da Copa da Liga Inglesa — a quarta conquistada por Guardiola pelo City — e uma classificação para a final da Champions League — a primeira da história do clube e a primeira do técnico espanhol desde que foi campeão com o Barcelona em 2012.

Ao mesmo tempo em que parte da recente geração vitoriosa se prepara para dar adeus ao City (Agüero não renovará seu contrato e Fernandinho, aos 36 anos, está em seus últimos anos como referência no meio campo), Guardiola também mostrou, mais uma vez, seu talento para reorganizar e revolucionar talentos. Gundogan mostrou uma veia artilheira, se tornando o artilheiro do clube na Premier League, com 12 gols; Foden, cria da base, fez os torcedores não sentirem tanta saudade de David Silva e se transformou em uma estrela de primeiro nível, e o recém-chegado Rúben Dias consertou os problemas crônicos de uma defesa.

Histórico

Com o 3º título em quatro anos, o Manchester City de Guardiola se iguala ao Manchester United de Alex Ferguson como os únicos clubes ingleses a conseguirem ganhar tanto em tão pouco tempo. A partir de 1992/93, temporada inaugural da Premier League, o lado vermelho de Manchester venceu três das quatro primeiras edições do campeonato — a sequência de títulos de 93 a 96 foi quebrada em 1994/95, quando o Blackburn Rovers conseguiu levantar o caneco.

Façanha semelhante aconteceu novamente mais para o fim da década, novamente pelo United de Ferguson, que venceu três títulos em 1998/99, 1999/00 e 2000/01. E já nos anos 2000, Sir Alex conseguiu um novo tricampeonato, em 2006/07, 2007/08 e 2008/09. O Chelsea venceu os campeonatos de 2005/06 e 2009/10.

Com a conquista, Guardiola entrou para um clube reservadíssimo da Premier league, se tornando o quarto treinador mais vitorioso da Premier League. Ele está empatado com Arsène Wenger e Jose Mourinho em número de conquistas, trio que só perde para o praticamente inalcançável Alex Ferguson, que venceu nada menos que 13 títulos de Premier League com o Manchester United.

No entanto, Guardiola tem uma marca que nenhum outro treinador pode ostentar: o de conquistar um tricampeonato em três países diferentes. Pelo Barcelona, venceu o nacional em 2008/09, 2009/10 e 2010/11. E pelo Bayern de Munique, conquistou a Bundesliga em 2013/14, 2014/15 e 2015/16.

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