Bellintani explica razões para não contratar laterais em 2021

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Fonte: Felipe Oliveira / EC Bahia

O Bahia fez 19 contratações direcionadas para o elenco principal em 2021. E nenhuma das duas laterais recebeu algum reforço ao longo da temporada. Esse é um dos motivos de críticas em relação ao trabalho do clube no mercado neste ano.

Em entrevista no Sócio Digital, o presidente Guilherme Bellintani foi questionado sobre a ausência de reforços para as laterais da defesa e explicou os motivos que fizeram o clube não anunciar nenhum atleta dessas posições em 2021.

Sobre a lateral-direita, a opinião do dirigente é que seria difícil encontrar um atleta, com o perfil financeiro do Bahia, para colocar Nino no banco de reservas.

“É muito difícil vir um lateral direito, por exemplo, e colocar Nino Paraíba na reserva. Não é uma missão fácil. Nino é um jogador com altos e baixos, como todo atleta tem. Ele tem uma regularidade muito grande. Temos João Pedro, por exemplo, um atleta contratado pelo Porto por 4 milhões de euros, e que não conseguiu ocupar o espaço para colocar Nino no banco, só para dar um exemplo”.

Política do clube: um experiente e um jovem nas laterais

“Outra coisa importante é que por escolha, decidimos ter na lateral-direita e na lateral-esquerda um jogador mais experiente e um mais jovem. É o caso de Matheus Bahia e de Renan Guedes (reservas de Nino e Juninho Capixaba). Foi uma escolha. A gente é muito criticado por não usar a base, jogadores jovens, mas também tem que ouvir essa crítica quando jovens não dão conta do recado”

“Foi uma escolha de política do clube. Se a gente contrata um outro lateral-esquerdo, a gente deixaria Matheus Bahia, que é um jogador em processo de formação, que correspondeu tecnicamente em vários momentos. Jogador se forma em uma Série A jogando, errando, faz parte do processo”.

Aposta na evolução de Matheus Bahia

“Nós fizemos contratações em várias posições. Especificamente, nas laterais, tínhamos aguardo da evolução de Matheus Bahia. Em determinado momento, procuramos arduamente lateral-esquerdo. É uma das posições mais difíceis no mercado brasileiro e sul-americano. A gente não teve negociação interna de lateral-esquerdo de forma significativa. Procuramos. Tinha uma época que tinha uma proposta para Matheus Bahia, achávamos que seria vendido. Capixaba em má fase

Falta de opções que valessem a pena no mercado

Bellintani acrescenta que a falta de opções confiáveis no mercado também foi um fator que fez com que o departamento de futebol preferisse não contratar laterais.

“(…) Não encontramos alguém que valesse a pena. Nino, para que a gente trouxesse alguém que colocasse ele no banco, precisaria de um investimento que não tínhamos condição de fazer. Entendemos que não valia a pena. São duas posições que a gente poderia ter investido na contratação. Não fechamos os olhos. Mas são duas posições muito difíceis.

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